Inês, de corpo e alma dominada,
Trágico amor, palco greco-latino:
Amante castelhana, desatino
E a lusitana glória atormentada.
Ao ver-te frente a El-Rei desventurada,
Comove-me inda hoje teu destino:
Vencida pelo augúrio viperino,
À morte tua vida condenada.
Sangrando sob a lâmina sicária,
Por séculos em versos abrigada,
Como a verter amor por quem te ama,
Os meus te dou, Inês, mulher lendária,
Pois tua contemplação purificada
Vindica o recitar de quem declama!
domingo, 3 de janeiro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)