O rei do covil vai-vem a espreitar,
aguça os sentidos, precisa encontrar.
Teu suor delata: há presa no ar.
Ordena-se a horda em teu calcanhar.
Ajuste de contas! Rugido infernal.
Destino cercado, tocaia fatal.
Em vão lhe sonegas tua carne, Mortal.
Não há quem te valha, a caça é legal.
Prostrado em suas garras, a morte a esperar.
Farrapo de vida, não hás de escapar.
Quem suga teu sangue desde a jugular?
Vampiro alomorfo, que escutas arfar.
Morto-vivo, escravo, teu fluido vital,
repasto das bestas do mundo carnal,
verterá de novo para o bacanal
Desmodus Draculae , Planalto Central.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
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