sábado, 19 de outubro de 2013

TOMANDO ALIENTO


Estaba amargueado, pesaroso y triste,
Divagando,  sin conclusión andaba,
Ningún camino de esto resultaba,
Solo nutria la opresión que insiste.

¿Por qué es así la angustia que persiste?
Sintiéndola, yo mismo preguntaba,
Dejemos la cuestión medio olvidada
Antes que la impaciencia me despiste.

El pensamiento es bueno si se mueve
A su momento el hombre que lo piensa,
Si no se pudre, como agua estancada.

Y en el retraso de la recompensa,
Para que algo en nosotros se renueve,
No habremos de insistir donde no hay nada.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

PRA NÃO ESTRAGAR O COURO



Vou ensinar um refrão
Muito simples de cantar
Quem não quiser escutar
Pode sair do galpão
Quem ficar preste atenção
Gritar é regra de ouro
Faça um baita chiadouro
Com o refrão do saco-cheio:
“Nós tomamos bem no meio
Pra não estragar o couro”

Nunca antes no Brasil
Viu-se tanta bandalheira
É rasa nossa trincheira
E sem pólvora o barril
Enquanto lá no covil
As hienas no criadouro
Preparam o matadouro
E dividem o saqueio
“Nós tomamos bem no meio
Pra não estragar o couro”

A impunidade está solta
Enchendo as próprias guaiacas
E mandam as jararacas
Procriar à nossa volta
Enquanto andam de escolta
Metendo a mão no Tesouro
Vivemos no abatedouro
Com muito medo e receio
“Nós tomamos bem no meio
Pra não estragar o couro”

Chamados de cidadãos
Somos nada mais que pasto
E por mais que esteja gasto
Porque não sobra um tostão
Não impede que o ladrão
Já taxe o vintém vindouro
Enquanto junta seu ouro
E reparte o que é alheio
“Nós tomamos bem no meio
Pra não estragar o couro”

Já passaram do limite
Com tanta esculhambação
Na cumbuca sobra mão
Nem precisa de convite
Toda essa petista elite
É um bando de mau agouro
Enquanto for duradouro
E ninguém puser um freio
“Nós tomamos bem no meio
Pra não estragar o couro”



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MÍNIMA TROVA( estilo Gildo de Freitas)

Desembagador Malheiros disse sobre um bandido: “Quando o questionei sobre a vida que estava levando, ele simplesmente respondeu: Você e o poder público não tiveram condições de me oferecer nada melhor, por isso sigo no crime".


Malhador de ferro frio
Não me venhas com anedota,
Essa conversa furada
Não passa de uma lorota,
Recomendo uma leitura:
. . . Para não ser idiota.

Para não ser idiota
Recomendo essa leitura:
O Mínimo necessário . . .
Que precisas, criatura,
Não defendas criminoso
Com tua advocatura.

Com tua advocatura
Criminoso não defendas,
O cabra segue no crime,
Não melhora, nem se emenda,
Teu discurso o justifica
E não sofres reprimenda.

Não sofrendo reprimenda
Teu discurso o justifica,
Quanto mais conversa mole
Menos dura a coisa fica,
E nessa moleza toda
Nossa vida se complica.

Nossa vida se complica
Por causa de tua moleza
Nada vale anel no dedo,
Larga mão de safadeza,
Oferecer o alheio
É o mote da esperteza.

E o mote da esperteza
Oferece o que é alheio,
Dizendo que a bandidagem
É só um patinho feio,
Pra não estragar o couro
Nós tomamos bem no meio.

Nós tomamos bem no meio
Pra não estragar o couro,
E o discurso pró-bandido
Vai parar lá no Tesouro,
Essa coisa de trabalho
Atrapalha o criadouro.

Atrapalha o criadouro
Essa coisa de trabalho,
Tudo já foi explicado,
É melhor pegar o atalho,
Recomendo que consultes
O Olavo de Carvalho.

O Olavo de Carvalho
Que consultes recomendo,
Enquanto procuras trigo
Ele o pão já está comendo,
É que sabe de verdade,
Não finge que está sabendo.

Não finge que está sabendo,
Ele sabe de verdade,
Opinião é que nem bunda,
A tua é calamidade,
E o meneio não se esgota
Na tua Universidade.

Na tua Universidade
O meneio não se esgota,
Tá faltando uma lanterna
No túnel dessa patota:
O Mínimo necessário. . .
. . .Para Não Ser Idiota.