sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MÍNIMA TROVA( estilo Gildo de Freitas)

Desembagador Malheiros disse sobre um bandido: “Quando o questionei sobre a vida que estava levando, ele simplesmente respondeu: Você e o poder público não tiveram condições de me oferecer nada melhor, por isso sigo no crime".


Malhador de ferro frio
Não me venhas com anedota,
Essa conversa furada
Não passa de uma lorota,
Recomendo uma leitura:
. . . Para não ser idiota.

Para não ser idiota
Recomendo essa leitura:
O Mínimo necessário . . .
Que precisas, criatura,
Não defendas criminoso
Com tua advocatura.

Com tua advocatura
Criminoso não defendas,
O cabra segue no crime,
Não melhora, nem se emenda,
Teu discurso o justifica
E não sofres reprimenda.

Não sofrendo reprimenda
Teu discurso o justifica,
Quanto mais conversa mole
Menos dura a coisa fica,
E nessa moleza toda
Nossa vida se complica.

Nossa vida se complica
Por causa de tua moleza
Nada vale anel no dedo,
Larga mão de safadeza,
Oferecer o alheio
É o mote da esperteza.

E o mote da esperteza
Oferece o que é alheio,
Dizendo que a bandidagem
É só um patinho feio,
Pra não estragar o couro
Nós tomamos bem no meio.

Nós tomamos bem no meio
Pra não estragar o couro,
E o discurso pró-bandido
Vai parar lá no Tesouro,
Essa coisa de trabalho
Atrapalha o criadouro.

Atrapalha o criadouro
Essa coisa de trabalho,
Tudo já foi explicado,
É melhor pegar o atalho,
Recomendo que consultes
O Olavo de Carvalho.

O Olavo de Carvalho
Que consultes recomendo,
Enquanto procuras trigo
Ele o pão já está comendo,
É que sabe de verdade,
Não finge que está sabendo.

Não finge que está sabendo,
Ele sabe de verdade,
Opinião é que nem bunda,
A tua é calamidade,
E o meneio não se esgota
Na tua Universidade.

Na tua Universidade
O meneio não se esgota,
Tá faltando uma lanterna
No túnel dessa patota:
O Mínimo necessário. . .
. . .Para Não Ser Idiota.





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