Da delinquência vou contar-lhes uma história,
se não me falha a memória, ele nasceu no Ceará.
Cabra da peste, cabra macho? Tá lascado!
Tanta cabra do seu lado, leite de vaca não há.
Por isso mesmo procurou viver nas tetas
— as legais e as das mutretas
—, além Quixaramobim.
Foi tão rentável sua vida no Congresso:
petralheiro de sucesso, assessor tupiniquim.
Ê, ê, ê cabeça chata, vivendo num patropi. . .
Ê, ê, ê, que vira- lata, a mamata não tem fim. .
Outrora foi aprendiz de guerrilheiro,
no Araguaia brasileiro cantou tudo ao militar,
pois o “Geraldo”, fiasco da luta armada,
delatou seus camaradas sem se quer pestanejar.
E é mentira o que a mídia andou falando,
(só se veio pendurado no pau de um caminhão),
não conheceu o pau-de-arara de verdade,
nem levou da autoridade um merecido safanão.
Ê, ê, ê cabeça chata, vivendo num patropi. . .
Ê, ê, ê, que vira- lata, a mamata não tem fim. .
Em cinco anos ele saiu da gaiola,
seguindo na mesma escola “entre o sonho e o poder”.
Os seus comparsas — um bando de analfabetos —
pedem benção ao Frei Beto e despacho ao pai Zezé.
E de mentira em mentira vai vivendo,
tanto faz se alguém tá vendo onde andou metendo a mão.
Mesmo corrupto, mentiroso e quadrilheiro,
o Exército brasileiro deu-lhe condecoração.
Ê, ê, ê cabeça chata, vivendo num patropi. . .
Ê, ê, ê, virando lata, a mamata não tem fim.
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