quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CALANGO GENUINEMENTE GENOÍNO


Da delinquência vou contar-lhes uma história,
se não me falha a memória, ele nasceu no Ceará.
Cabra da peste, cabra macho? Tá lascado!
Tanta cabra do seu lado, leite de vaca não há.

Por isso mesmo procurou viver nas tetas
—  as legais e as das mutretas —, além Quixaramobim.
Foi tão rentável sua vida no Congresso:
petralheiro de sucesso, assessor tupiniquim.

Ê, ê, ê cabeça chata, vivendo num patropi. . .
Ê, ê, ê, que vira- lata, a mamata não tem fim. .

Outrora foi aprendiz de guerrilheiro,
no Araguaia brasileiro cantou tudo ao militar,
pois o “Geraldo”, fiasco da luta armada,
delatou seus camaradas sem se quer pestanejar.

E é mentira o que a mídia andou falando,
(só se veio pendurado no pau de um caminhão),
não conheceu o pau-de-arara de verdade,
nem levou da autoridade um merecido safanão.

Ê, ê, ê cabeça chata, vivendo num patropi. . .
Ê, ê, ê, que vira- lata, a mamata não tem fim. .

Em cinco anos ele saiu da gaiola,
seguindo na mesma escola “entre o sonho e o poder”.
Os seus comparsas — um bando de analfabetos —
pedem benção ao Frei Beto e despacho ao pai Zezé.

E de mentira em mentira vai vivendo,
tanto faz se alguém tá vendo onde andou metendo a mão.
Mesmo corrupto, mentiroso e quadrilheiro,
o Exército brasileiro deu-lhe condecoração.

Ê, ê, ê cabeça chata, vivendo num patropi. . .
Ê, ê, ê, virando lata, a mamata não tem fim.



Nenhum comentário: