quarta-feira, 27 de março de 2013

AL NIETO DE UN CASTELLANO



*A MI ABUELO CASTELLANO (Por José Fighera Salgado)

Quando lembro ao despacito
Mi abuelo castellano
Cerne de chão campechano 
Raiz de pátria e querencia
Vislumbro la gaúcha herencia 
De dos naciones iguales
Rio grandenses y orientales
Pueblos de la misma essencia

Teu nobre sangue espanhol
Pariu casta de guerreiros
Legiões de tauras herdeiros
De toda a saga ancestral
Tua cepa monumental 
Gerou mil heróis de fato
El peleador maragato
Y el guapo blanco oriental

Teu sério e firme semblante 
A vislumbrar sesmarias
É a xucra fisionomia
Do velho Sul imortal
Tua estampa é um memorial
Dos tempos das Tordesilhas
E a velha herança caudilha
Da pampa meridional

Deixaste o pago de Artigas
O Uruguay legendário
Por semelhante cenário
Pampeano igual que o primeiro
Este torrão altaneiro
O meu país Rio Grandense
Que aos hermanos rioplatenses
Sempre foi hospitaleiro

Viejo abuelo, gaucho crudo
Me legou sangue e consciência
E a feroz reminiscência 
De entreveros e peleias
Porque a mim não é alheia
A cultura de onde vieste
Que o pendão Blanco y Celeste
Yo también llevo em las venas.

*Tema em homenagem a Neri Roscopf Salgado (in memoriam).

AL NIETO DE UM CASTELLANO (Por Victor Madera)

Salió de adentro el recuerdo
Hay que quitarse el sombrero
Ante un varón  brasilero
Que lleva en alma su abuelo
Y asoma honra al pañuelo
Del pago en que yo naci
Por eso es que vengo aquí
Pues somos del mismo suelo

Y si le permite el vuelo
A este hermano uruguayo
Que también no teje ensayo
Pa’ plantear una verdad
Usted muestra claridad
Al señalar los colores
Que en otros tiempos mejores
Moldó pampeana amistad

Los hombres de calidad
Que se han forjado en la pampa
Mostraron la misma estampa
Tuvieron igual bravura
Mantuvieron la postura
Que su abuelo trasmitió
Y que el nieto incorporó
Usándola de moldura

Por defender su cultura
Y mantener esa huerta
El que se acerque a su puerta
Ha de hacerlo con honor
Delante de un sembrador
Que va regando su vida
En esa tierra querida
Con el gauchesco valor

Yo también veo en sus venas
El pendón Celeste y Blanco
Pero si puedo ser  franco
Veo más y me parece
Que hay un sol que resplandece
Iluminando sus huellas
Para que sean estrellas
En un cielo que oscurece.


(Por José Fighera Salgado):
A nossa estirpe gaudéria
Traz nas veias o gauchismo
E este xucro criollismo
Fecunda o solo pampeano
Temos sangue castelhano
De cepa monumental
E nosso verso bagual
Se hermana e assim se expande
Por todo o nosso Rio Grande
E nuestra Banda Oriental!


(Por Victor Madera):
Cual paja del pajonal
Se juntan a los montones
Los versos y las canciones
De toda herencia pampeana
Que al ser madre y ser hermana
De nuestras recordaciones
Siempre que las ocasiones
Nos arrima a algún fogón
Calientan el corazón
Con una leña baquiana!


CHARLANDO


CONVOCAÇÃO
Convoco todos os meus detratores, odiadores e enfezadinhos em geral, numa escala de amplitude ideológica que vai desde o Vermelho.org até o Janer Cristaldo, a resolverem de vez o seu problema, constituindo uma comissão de QUARENTA representantes academicamente qualificados, entre os melhores cérebros que possam encontrar, para que entrem num debate comigo sobre qualquer tópico do seu interesse e dêem cabo da minha reputação de uma vez por todas ou se funhanhem na tentativa e se calem para sempre. As regras serão as mesmas do debate que tive com o prof. Duguin. Todo mês vocês se reúnem, trocam idéias, espremem seus neurônios até o último limite e produzem um texto fulminante de umas dez laudas, que responderei no mesmo tamanho. Será que quarenta cérebros é pouco? Está bem. Mandem cinqüenta ou sessenta. Não quero que me acusem de tirar proveito da desvantagem numérica do adversário.
(Olavo de Carvalho)


CHARLANDO

É chamado de bagual
Porque fala abrindo cancha,
Mas nenhum insulto mancha
A honra desse vaqueano
Que é guapo, e, no mano-a-mano,
Com ele ninguém se engancha.

Por isso vêm aos montões,
Bando de cuscos guampudos,
Mais medrosos que cascudos
Passando no galinheiro,
Espirram água de cheiro
Pra disfarçar conteúdos.

Mas mesmo que sejam muitos
Nunca estão bem montados,
Alguns saem esgualepados,
Outros chorando as pitangas,
Todos fogem pra suas sangas
Com arzinho de afetados.

Veio um tal de Duguin
Do movimento eurasiano,
Foi-se de quatro o fulano,
Pois mais apoio não tinha,
Não é só conclusão minha,
Basta um pouco de tutano.

Cansado e de saco cheio
De responder em apartado,
O bando mal enfrenado
Recebeu convocação:
Formem logo a comissão
E podem fazer costado!

Com certeza a indiada vai
Botar a cola no lombo,
Quanto mais, maior o tombo,
Cusco não morde, só late,
E no fim, se houver debate,
Restará medir o rombo.

Antes que um tipo papudo 
Alcunhe-me de  Olavete
Digo óla y, después, vete
— Se lo digo en español —
A poner lengua en formol,
O a meterla en el ojete

Para encerrar esta charla,
No estribo o pé já metido,
Recomendo ao iludido
Em sonhar com um empate:
Que não se meta no embate
Quem já se mostra batido.