quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

CRISTIANOFOBIA


Do Cristão, do Papa e de Jesus,
Escarnecem a torto e a direito,
E com o cérebro cheio de pus
Vão infectos batendo no peito.

São covardes, atacam cristãos,
E a outra face exigem aos brados,
Na histeria de gestos com as mãos
Só demonstram que são aloprados.

Assobiam, xingando e gritando,
O barulho é o maior argumento,
E se orgulham de andar vomitando
Idiotices de teor virulento.

Mas passando por uma Mesquita
Não emitem nem “flatulus voice”,
Pois teriam, na menor desdita,
Suas línguas cortadas à foice.

Fantasiados de esclarecidos,
Submetidos à canga global,
Como reses vão sendo tangidos
E fabricam seu próprio curral.

Não enxergam um palmo à sua frente,
Mas se arvoram profunda visão,
Repetindo a cartilha que mente
Feito um mantra da fel convicção.

Esperando, em tal sintonia,
Que o planeta de paz se revista,
Dão abrigo à bovina harmonia
Do chocalho oxidado e utopista.

Como levam a alma aos pedaços,
Que não une suas vãs ilusões,
Atribuem a Deus seus fracassos
E endurecem os seus corações.

Mas a própria verdade escondem,
Pra si mesmos não ousam olhar,
E à bovina existência respondem
Com a recusa de ter que pensar.

De chacota em chacota se criam,
Rumo à morte, zombando da vida,
Nessa teia de enganos que fiam
Perderão a razão concedida.

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